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Como eu conheci Linaldo? Posso dizer que foi nos cabarés da vida, dançando sobre a mesa e paquerando a lua? risos. Tudo bem. Conto a verdade, mesmo que seja mais sem graça. Não vai ser um texto jornalístico (nem poético). Vant diz que escrevo para adolescente e transformo textos sérios em coisas q todo mundo entende.
Bem:
Ouvi falar de Linaldo antes de conhecê-lo. Afinal, todo mundo que se aventura pelos caminhos da comunicação escuta falar dos irmãos Guedes. Os três mosqueteiros de Cajazeiras. Confesso que não achei muita graça nele,assim de cara. Era só alguém responsável pelo jornalismo, que de vez em quando fazia umas gracinhas com os colegas de Redação. Eu era estagiária e, naquela época, ainda meio assustada com o novo ambiente de trabalho. Linaldo (e a maioria das pessoas) me chamava de "pirralha", só porque a natureza me agraciou apenas com 1,50m. Fazer o quê? Algum tempo depois eu vi uns poemas dele no Correio das Artes e gostei muito, mas nossas conversas não passavam de um : - Telefoooone pra você!! ou algo relacionado às sinopses dos programas de rádio. Um dia Linaldo presenteou três colegas meus de trabalho com o livro Os Zumbis também escutam Blues. Fiquei com vontade de ganhar um daqueles, mas não tive coragem de pedir. Eu tinha procurado em livrarias, mas não tinha encontrado, aí no Dia do Poeta fiz uma poesia e dediquei a Linaldo. Não sei o que ele achou, mas a estratégia funcionou e dois dias depois ganhei o livro com dedicatória e tudo. Então o tempo passou, eu concluí o curso na universidade, deixei de ser estagiária...e fui seguindo meu caminho. Encontrava o zumbi raras vezes, em alguns eventos culturais. Só depois de um forró no Quintal Mágico - pense num lugar mágico!! - um cidadão que conheci nessa noite me falou do Tome Poesia enquanto dançávamos uma música de Flávio José. A partir daí eu comecei aparticipar dos momentos etílico-culturais e a conviver mais com Linaldo e todos os seus anexos, digo, amigos. André Ricardo, Antônio Mariano, João Batista... e desde então, me embriago de poesia, cada dia, tomando uns goles nos blogs da vida.
(Leonora, João Pessoa)