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A Fã Tânia e os poemas Filantropia, perfume e virtual
" Escolher entre todas as poesias , vasculhar, procurar é como viajar através da alma do autor; foi assim que me senti ao escolher entre tantos poemas do Linaldo; Adentrei em seu coração, em sua alma e seu espirito...estes três poemas são os que mais me tocam...minha alma, meu espirito e coração, os dois primeiros eu não o conhecia...o terceiro, surgiu de uma adorável conversa...e é para mim...ficamos vaidosas ...somos musas..mesmo que seja musas de "raros" e deliciosos momentos."
Beijo a todos, um beijo em seu coração querido Poeta.
vem, minha pequena
canta um blues pra mim
com tua voz falseada
com tua boca sempre afiada
parodia ângela ro ro
e faz um carinho simples
e faz um cafuné estranho, amor
no meu colo, por favor.
entre
serras
cercas
e cenas mudas
repousa
o hálito
barroco
de teu corpo.
Continua embaixo...
gosto de imaginar
teu umbigo
: taça de vinho que se bebe
afogado entre tatuagens
gosto de imaginar a serpente
marcada a ferro e fogo no pé
eu sou ferro e fogo em tua naja
: crônica de desenhos que não se traçam
gosto de violar segredos
de sentir larica após o gozo
(que não veio)
de escrever cartas chilenas
(e rasgá-las)
: medo de você estar a fim de um soneto
gosto de estar além da tela
e de nossa ausência de estar
- excêntrico almodóvar
em busca de aventuras qual um indiana Jones
em tuas ancas (perdido)
gosto até de pagar o mico
da solidão
quando desligo o micro
e você se torna apenas um conto de assunção.
Tânia, primeiro agradecer pela escolha destes poemas. E dizer que fiquei surpreso, pelo menos com a escolha de Filantropia. É um poeminha que só foi publicado em blogue, não está previsto para sair em livro por enquanto. Mas que na verdade quis fazer uma homenagem a Ângela Ro Ro, artista que admiro muito. O segundo – Perfume – está em “Intervalo Lírico”. Construí ele quando ainda namorava Rubeni. Uma vez, quando retornava de Cajazeiras para João Pessoa, vislumbrava a paisagem da janela e ao mesmo tempo que fui pensando em Rubeni o poema foi saindo. Já “Virtual” é recente e foi publicado em meu blogue ano passado. Surgiu, você bem sabe, a partir de uma de nossas conversas on line sobre este mundo virtual. Foi numa fase que estava reavaliando as relações surgidas no mundo virtual e o poema acabou saindo, entrecortado na conversa que mantínhamos na net, com a sua ajuda ao citar referências, como Indiana Jones e tatuagens, que acabaram sendo incluídas no poema.